sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados...Antonio Barreto

 * Recebido por email.


Antonio Barreto
Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.


 
BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.
            
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
            
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
            
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
            
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
            
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
            
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
            
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
            
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
            
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
            
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
            
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
            
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
            
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
            
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
            
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
            
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
            
  Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
            
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
            
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
            
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
            
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
            
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
            
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
            
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
            
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
            
FIM
 
 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aos PROFESSORES

Recebido por email:
Antonio Justino Deon
Ex-Vereador em Videira

          A paralisarão dos Professores da Rede Estadual de Ensino, merece uma profunda reflexão por parte da sociedade. Afinal de contas, o que é que existe por trás deste imbróglio todo? Qual é o grau de comprometimento dos professores e do governo, para com a Educação e com a Sociedade?

          Ignorar o movimento de paralisação dos professores, apostando todas as fichas no esvaziamento, no cansaço e no repúdio da sociedade é, no mínimo deixar transparecer o comportamento de um governo pífio e do  "pouco to me lixando" para com a educação e com a própria sociedade.

          Ausentar-se das salas de aulas, mesmo sabendo ser um dos poucos instrumentos de negociação disponível, é no mínimo deixar transparecer que a educação dos nossos filhos se reveste, num instrumento de resistência para demonstrar à sociedade, que o ambiente de trabalho e a qualidade de ensino, aliado à justa  remuneração e a qualificação profissional, não fazem parte do nosso imaginário.

          A propósito, não é de hoje que a classe dos professores e dos funcionários públicos contabiliza prejuízos e indiferença dos nossos governantes. Importante destacar aqui, a distância quilométrica que separa o professor e o político na questão da eficiência e de resultado, nos aspectos do conhecimento em benefício de toda a sociedade.

          Dar a César o que é de César. Significa dizer que: o cumprimento de uma decisão judicial a todos obriga, na sua integralidade - aspecto jurídico. Reconhecer o direito do magistério sem pestanejar, é no mínimo, reconhecer a prática de um governo pusilânime, desprovido de reais compromissos com a educação e com a própria sociedade – aspecto político.

          O resultado de uma política maquiavélica disseminada por todo o território brasileiro, enaltecendo o enriquecimento sem causa, é, o fio condutor que alimenta o corporativismo partidário, com vistas, em nível de sutiliza, a um controle político-ideológico, de uma grande parcela desta mesma sociedade.

          A massificação e o distanciamento da educação à nossa sociedade, através de políticas  sensacionalistas, contribuem significativamente, na evolução e na prática de conchavos e apadrinhamentos, do jeitinho fácil e do faz de conta, sem perder de vista que, a erradicação desta maldita herança lusitana, não passa nem de longe pela classe política, mas, seguramente pela classe dos professores.

          Desta forma, a permanência institucionalizada de uma política de apadrinhamentos e de conchavos, é o estimulante necessário que movimenta uma parcela significativa da sociedade, a desprenderem seus esforços, na conquista e no aliciamento de pessoas pelo jeitinho camicas da velha máxima "do quanto pior melhor". É o chamado samba do crioulo doido.

          Com tudo, é de uma clareza meridiana, que o cacarejar dos nossos governantes no transcurso da nossa história recente, produziu efeitos devastadores que, levaram ao sucateamento da Saúde e da Educação, refletidos num processo gradativo de degeneração de seus órgãos, com múltiplas falências funcionais,  provocadas pela debilidade de inanição.

Antonio Justino Deon
Ex-Vereador em Videira

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos“heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE..

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, masparece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.

Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB:
José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar.... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Curso de Ergonomia e Saúde do Trabalhador - EaD

data: 
16.10.2010 - 10.12.2010

Objetivo

Ministrar atualização aos profissionais envolvidos com questões que se referem à saúde do trabalhador.

Data de realização do Curso

De 16/10/2010 a 10/12/2010

Programação

Módulo I - Introdução
De 15/10    a 25/10
Professor: Marcelo Moro
Carga Horária: 4h
Modulo II - Relação Humanas
De 22/10 a 04/11
Professora: Gilza Trento
Carga Horária: 8h
Módulo III - Legislação
De 04/11    a 12/11
Professora: Genir Ema Zago Bettoni
Carga Horária: 8h
Módulos IV - Ergonomia e Saúde
De 12/11    a 10/12
Professora: Daniela Wink
Carga Horária: 20h
Total: 40h

Inscrições

Até 30/09/2010
Inscreva-se aqui

Matrículas "on-line"

De 01/10 a 10/10/2010

Investimento

Inscrições gratuitas
Matrícula: R$ 95,00 (parcela única)

Mais informações

(49) 3533 4457 com Rosa Maria/Walkyria
ead.vda@unoesc.edu.br

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Prejuízo

É comum esquecermos, com muita rapidez, dos benefícios recebidos. Basta que o amigo ou alguém que sempre nos estendeu a mão, certo dia nos diga não.
 
É o que basta para considerarmos que aquela pessoa é má, indiferente, e todos os outros adjetivos ruins que nossa memória possa lembrar.
 
Da mesma forma, pessoas que temos em bom conceito, rapidamente se modificam, sob nosso ponto de vista.
 
Por algo que tenham feito, um pequeno deslize cometido, deixam de merecer nossa consideração.
 
Por vezes, são de forma repentina, alijadas do nosso convívio. São pessoas com as quais não desejamos mais ter contato.
 
Esse tipo de comportamento nos recorda de um fato acontecido, há muito tempo.
 
Existiu entre os anos 1870 e 1911 uma empresa chamada Standard Oil Company. Seu diretor era John D. Rockfeller.
 
Certo dia, um executivo da companhia tomou uma decisão errada, que custou à empresa mais de dois milhões de dólares.
 
No dia que a notícia vazou, a maior parte dos executivos procurou todos os meios para evitar Rockfeller.
 
Todos temiam que a sua ira se abatesse sobre as suas cabeças. Todos, menos um dos sócios da companhia.
 
Edward Bedford tinha uma reunião agendada com Rockfeller e a manteve.
 
Dirigindo-se para a sala, ficou imaginando que longo discurso ouviria contra o homem que cometera o erro.
 
Quando entrou na sala, o diretor do império Standard Oil estava com a cabeça curvada sobre a mesa e fazia anotações.
 
Bedford ficou esperando, parado, em silêncio. Depois de alguns minutos, sua presença foi percebida. Rockfeller olhou para ele e disse calmamente: Você ouviu a respeito do prejuízo?
 
E ante a resposta afirmativa, continuou: Estive pensando sobre o assunto e fiz algumas anotações antes de chamar o homem para conversar.
 
O diretor mostrou o que escrevera. No topo da página estava escrito: Pontos a favor do senhor fulano de tal.
 
Seguia-se uma longa lista das virtudes do homem. Inclusive uma breve descrição de três ocasiões distintas em que ele havia tomado a decisão correta, gerando lucros.
 
Os lucros somados superavam em muitas vezes o valor do prejuízo recente.
 
Conta Bedford que nunca se esqueceu daquela lição, que lhe serviu para a vida.
 
Todas as vezes que foi tentado a dispensar alguém, ele fazia o que fizera Rockfeller.
 
Sentava e escrevia uma lista com o maior número de qualidades possíveis dessa pessoa.
 
Confessa que, todas as vezes, ao terminar o levantamento, conseguia ver a questão sob outro ângulo, dominando seu impulso inicial.
 
Segundo ele, tal hábito lhe evitou cometer o mais dispendioso erro para um executivo: perder o autocontrole.
 
Se cada um de nós agisse de igual forma com os amigos, conhecidos, parentes que nos rodeiam, manteríamos em melhores condições nossos relacionamentos inter-pessoais.
 
No mínimo, deixaríamos de ser injustos, em nossa precipitação. Também não precisaríamos pedir tantas desculpas, posteriormente.
 
Nem nos sentiríamos envergonhados pelas tantas vezes que nos mostramos ingratos.
 
Nem sofreríamos tanto, por mágoa, inútil e tola.
 
Pensemos no exemplo e, quando tivermos vontade de romper com alguém, de lhe dizer impropérios, de lhe lançar em rosto "muitas verdades", estanquemos a vontade.
 
Consultemos os arquivos da memória e lembremos quantas vezes aquela pessoa foi nosso sustentáculo, nosso apoio.
 
Quantas vezes nos ajudou, quantas alegrias colocou em nossas vidas, quanto nos serviu.
 
Com certeza nos surpreenderemos descobrindo que a soma dos benefícios recebidos supera em muito a do momento atual.
 
Então, manteremos a amizade, lembraremos de agradecer pelo tanto que representa em nossa vida.
 
Finalmente, nós mesmos haveremos de reconhecer como nossa vida se tornaria insípida sem aquela criatura que deus colocou em nosso caminho.
 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Seus clientes são sua marca, afirma Tom Peters

O “guru dos gurus” do management revela as estratégias que transformam negócios simples em empresas desejadas pelos clientes
por:
Fábio Bandeira de Mello
www.administradores.com.br 

Uma empresa que investe milhões em estrutura, equipamentos e muitas contratações terá, obrigatoriamente, sucesso? De acordo com Tom Peters, o principal guru do management no mundo, a reposta é não! Segundo o estudioso, as empresas que visualizam como prioridade o desejo e a real necessidade do cliente saem na frente.

No Fórum HSM Estratégia, realizado em São Paulo, Peters insistiu que as empresas evitem estratégias baseadas em cifras e números, e foquem o que, para ele, sempre impulsionou os negócios em todos os tempos: as pessoas, os clientes, a "cultura" de valores e o espírito empreendedor dos gestores.

Para Tom Peters, o atributo estratégico de qualquer organização deve ser o relacionamento e a habilidade de ouvir. "Gentileza = negócios = lucros. Não ouvir os clientes ou não atender bem são coisas que podem prejudicar todo o processo de relacionamento e fidelização dos consumidores", relata o guru.

Nesse contexto, conduzir um bom relacionamento entre executivos e funcionários, funcionários com clientes e executivos e clientes torna-se fundamental. Para Tom Peters, a estratégia da empresa não deve se focar em entender a necessidade dos resultados, mas em entender as necessidades das pessoas. "As pessoas são a marca", enfatiza Peters.

Um dos ensinamentos que o guru do mundo empresarial destaca sobre o relacionamento é que essa característica tende a ser cada vez mais humanizada e puxada para o emocional. "O executivo que sabe dizer um simples obrigado para os funcionários, por exemplo, apesar de parecer banal, mostra uma atitude de verdadeiro líder. Isso manifesta uma positiva reação em cadeia dentro da empresa", afirma o guru.

Peters destaca o exemplo da Disney no tratamento dado aos frequentadores do parque desde a chegada. "A Disney teve a iniciativa de não fornecer somente um bom treinamento para seu alto escalão. Até mesmo os funcionários que trabalham no estacionamento receberam treinamento especializado para lidar com as pessoas. Uma iniciativa simples, mas que agrada todos os consumidores e ajuda a manter a 'magia' e o diferencial da companhia com o seu público", diz Peters.

Tom Peters durante palestra no Fórum HSM Estratégia, em São Paulo/ Foto: divulgação HSM

Pequenas ações trazem bons resultados

Outro ponto importante para impulsionar os negócios é o poder de inovar ou reinventar conceitos já estabelecidos para levar novas experiências aos consumidores. Tom Peters destaca que esse processo pode acontecer com o mínimo de recursos, mas através de idéias boas. "Atitudes triviais podem mudar positivamente o rumo de um negócio. Existem muitas ações pequenas 'dando sopa' e que possuem um impacto enorme", afirma o guru.

Peters relata o exemplo da rede varejista Walmart, que vende desde grandes eletrodomésticos a produtos de cestas básicas, e teve uma idéia simples, mas alcançou um resultado além do esperado.

Após verificar uma tendência, de que consumidores ao comprar um grande eletrodoméstico levavam somente esse produto, a rede começou a disponibilizar carrinhos de compra maiores. Com isso, os consumidores continuavam no supermercado comprando outros produtos (comuns da cesta básica e da rotina), mesmo levando os objetos maiores.

Pense em novos consumidores, mas priorize seus clientes

Outro ponto de destaque na consolidação de uma empresa no mercado é o modo como ela se comunica com seu público. Só que a forma do consumidor lidar com a propaganda está se alterando. Se antes as pessoas compravam um produto apenas pela sua publicidade, agora as pessoas querem saber a opinião de outros consumidores que já experimentaram esse produto.

Por isso, Tom Peters alerta para a importância de atender bem seu cliente atual. "As empresas estão tão preocupadas em conseguir novos clientes que se esquecem de fazer pequenas coisas para manter seus clientes atuais", diz Peters. Para ele, as organizações que buscam atender bem seus clientes ganham disseminadores em potencial de seus produtos. "Os consumidores confiam mais na indicação de um cliente do que no anúncio da loja", afirma o guru.

Nesse processo, as redes sociais funcionam como um verdadeiro boca a boca e exercem um papel fundamental para a divulgação e disseminação de produtos e serviços oferecidos pelas organizações.

Palavra de guru

Na opinião de Tom Peters, essa nova era voltada para o relacionamento prevê também a mudança no perfil de contratação das equipes na empresa. "O profissional do futuro não deve ter apenas um MBA e ser um cara limitadamente voltado para resultados. É preciso ter algo peculiar, voltado para o social, por exemplo, mas que agregue novos valores para a empresa", disse Peters.


Mais sobre Tom Peters

Para as revistas Fortune, The Economist e outras, Tom Peters é o "guru dos gurus" do management e, assim como Michael Porter, Peter Drucker e Prahalad, é um dos maiores intelectuais corporativos do mundo. Seus livros venderam mais de seis milhões de cópias em todo o mundo, e alguns deles são considerados verdadeiros marcos no mundo dos negócios.

"Imbecilatus primarius"

O século 19 foi o das grandes narrativas. Escritores russos se notabilizaram, depois os franceses. Foi o grande século do romance, como dificilmente teremos de novo. Em razão da internet, o século 21 continuará privilegiadamente o século da palavra. Do texto curto, cifrado, de palavras novas, nascidas pelo encurtamento das mensagens. O Twitter pede apenas 140 caracteres, e não se sabe se a pressa é do transmissor ou do receptor. A mensagem precisa ser breve, cheia de nada, pois o importante não é o conteúdo, é a mensagem, como disse Machluan, em 1964. As pessoas tuítam para afirmar a si mesmas que continuam vivas, precisam ser reconhecidas. E tuítam mensagens curiosas, avisando ao mundo que estão com fome, que precisam de alguma coisa ou simplesmente para declarar surtos de carência e solidão.

Em 2010, o romance é arte perdida. Por várias razões: o domínio da palavra é privilégio de quatro ou cinco escritores por geração, capazes de construir uma narrativa que interesse ao público. O resto é lixo, como se pode concluir de qualquer visita a uma livraria. Mesmo assim, o livro continua na ordem do dia, talvez mais discutido do que lido. Os próprios títulos são diagnósticos precisos de que a literatura em nossos dias se mantém como o melhor processo de autoajuda: onde encontrar a sabedoria? O prazer de ler os clássicos, eu, aos pedaços (Cony), as obras-primas que poucos leram, a arte de envelhecer, 50 clássicos que não podem faltar na sua biblioteca, e por aí seguem os títulos disponíveis sobre livros e autores.
Nunca se publicou tanto livro quanto agora. Nunca tivemos tantos escritores como agora. Há quem diga, inclusive, que no Brasil temos mais editoras e escritores do que leitores. Os livros são comercializados aos milhões. Sim, livros são objetos de consumo, e sempre menos lidos. Comprar e levar para a casa é possível, encontrar tempo e cabeça para lê-los é que é difícil. Vivemos na época da pressa, do imediato, do presente contínuo. A leitura pede o contrário disso, o que explica, ainda, como e por que as pessoas reclamam de suas vidas desinteressantes, cheias de tédio e mesmice. Lotadas de televisão anestesiadora de cérebros, como nunca antes se teve neste País.
Aqueles romances crispados de emoção, de profundidade humanística, com personagens solidamente construídos envoltos em tramas bem costuradas, como nos épicos de Tolstoi e Theckov, Balzac e Flaubert, García Márquez e Joseph Conrad, hoje são escassos. Raríssimo encontrar por aí autor consistente e duradouro. O que temos é a superprodução no melhor estilo hollywoodiano, de consumo imediato e descarte automático. Nada de tudo isso é literatura. São narrativas vazias, feitas para esquecer, consumidas por cérebros ocos e mentes de palha. A esquizofrenia da vida moderna, a tecnologia e a informação global estão criando um novo tipo humano, o “homo imbecilatus primarius”, resultado de mutação genética da espécie Sapiens-sapiens.

Apolinário Ternes historiador e jornalista

www.livrosepessoas.blogspot.com

 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Curso Secretariado Executivo na Unoesc Videira

A Unoesc Virtual Campus Videira está oferecendo o
CURSO A DISTÂNCIA DE SECRETARIADO EXECUTIVO.

Inscrições abertas até o dia 05/09! Aproveite e faça a sua!
Pelo site
www.unoesc.edu.br/unoesc/eventos/videira/secretariado-executivo


O curso acontecerá a distância por meio do Portal de Ensino Unoesc. O acompanhamento das atividades se dará com a orientação de um professor tutor especialista na área. O curso possui material didático on-line e exercícios para serem realizados e enviados ao professor tutor.
Objetivo: Oportunizar ao aluno conhecimento e aperfeiçoamento acerca do secretariado executivo. Desenvolver habilidades e competências necessárias no desempenho das funções de secretariado.

Valor (mensalidade única): R$ 160,00
Matrículas: 06 a 10 de setembro
Início das aulas: 16 de setembro de 2010
Carga Horária: 60 h/a
Público-Alvo: Acadêmicos da área da Gestão, Recursos Humanos, Administração, bem como demais interessados em adquirir conhecimento acerca da profissão de Secretário Executivo.
A Instituição foi credenciada conforme os novos padrões de qualidade exigidos pelo MEC. Possui Infraestrutura adequada e uma equipe de professores e tutores para apoiar e orientar o desenvolvimento das atividades a distância, além de material didático com design próprio para EaD.

Outras informações pelo telefone: (49) 35334457 com Rosa Maria/Walkyria
E-mail –
ead.vda@unoesc.edu.br

 



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Política sem atos secretos

Por: Wilmar Marçal
recebido por email.

Já faz mais de uma década que no estado do Paraná a população sofre com os mandos e desmandos a respeito das altas taxas cobradas nos pedágios. Nenhuma ação até agora demonstrou a verdade dos fatos. Promessas, retóricas e bravatas têm sido a tônica de “politiqueiros” que prometem, ameaçam e nada fazem. São cúmplices da sacanagem porque escondem da opinião pública a verdadeira face da concessão das praças de pedágio. Às vezes um maluco fura o bloqueio para despertar a esperança de alguns, mas não passa de simples encenação. É cúmplice também. O que é preciso fazer, ou melhor, trazer a tona, é a redação dos respectivos contratos, além dos nomes de verdadeiros proprietários e seus sócios nas diferentes praças concedidas. Quem se beneficia dos altíssimos lucros arrecadados com as cruéis cobranças? Quais foram às condições de assinatura desses documentos? Quais deputados estaduais participaram desse teatro de enganações? Tudo isto e muito mais precisa ser divulgado. A população do Estado tem o direito de saber quem são os mentores intelectuais e os participantes desse consórcio hereditário que sangra e não estanca. Imaginem o quanto isso representa no aumento e nos custos das mercadorias transportadas pelos caminhoneiros; pelos produtores rurais; pelos viajantes e pelos profissionais liberais? Muitos paranaenses acabam desistindo das viagens de lazer e visitas aos parentes por causa da taxas. As famílias que perderam seus familiares nos acidentes, pela péssima qualidade das estradas, deveriam resgatar indenizações do Estado para que o Governo aprendesse a fazer sua lição de casa. Em outro aspecto, ainda há muita informação escondida nas trevas de gabinetes: Quais as condições de investimentos com as arrecadações? Onde está a lista de benfeitorias? Quais eram as melhorias acordadas à época? Está na hora de se divulgar, por meio da imprensa escrita e digital, toda a redação desses contratos que ludibriam a boa fé de quem paga, desafiam os intelectuais do nosso judiciário e fazem muitos governantes prometerem a alma e não conseguir se desgrudar do diabo. O Paraná como estado de vanguarda em muitas conquistas precisa evitar que alguns pseudogestores sobrevivam de política com atos secretos. Esta situação do pedágio no Paraná ganhou a imprensa mundial, não pelas vidas salvas nos acidentes pelos socorristas, mas pela forma surpreendente de um casamento sem possibilidade de divórcio. Situação de humilhação que exige pagamento à vista e somente em dinheiro. Etapa escura da história paranaense que permitiu o prolongamento dessa vexatória novela sem fim, atingindo a dignidade de quem deveria ter assegurado, pr Lei, seu direito de ir e vir. Memória viva e lembrança fresca serão fundamentais para que possamos “dar nome aos bois e as piranhas”. Já passou da hora de termos política sem atos secretos.

* professor universitário e ex-reitor da UEL.