Antonio BarretoCordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignadosAntonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.
BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
FIM
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados...Antonio Barreto
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Aos PROFESSORES
A paralisarão dos Professores da Rede Estadual de Ensino, merece uma profunda reflexão por parte da sociedade. Afinal de contas, o que é que existe por trás deste imbróglio todo? Qual é o grau de comprometimento dos professores e do governo, para com a Educação e com a Sociedade?
Ex-Vereador em Videira
segunda-feira, 27 de junho de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos“heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE..
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, masparece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB:
José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar.... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Curso de Ergonomia e Saúde do Trabalhador - EaD
Objetivo
Ministrar atualização aos profissionais envolvidos com questões que se referem à saúde do trabalhador.Data de realização do Curso
De 16/10/2010 a 10/12/2010Programação
Módulo I - IntroduçãoDe 15/10 a 25/10
Professor: Marcelo Moro
Carga Horária: 4h
Modulo II - Relação Humanas
De 22/10 a 04/11
Professora: Gilza Trento
Carga Horária: 8h
Módulo III - Legislação
De 04/11 a 12/11
Professora: Genir Ema Zago Bettoni
Carga Horária: 8h
Módulos IV - Ergonomia e Saúde
De 12/11 a 10/12
Professora: Daniela Wink
Carga Horária: 20h
Total: 40h
Inscrições
Até 30/09/2010Inscreva-se aqui
Matrículas "on-line"
De 01/10 a 10/10/2010Investimento
Inscrições gratuitasMatrícula: R$ 95,00 (parcela única)
Mais informações
(49) 3533 4457 com Rosa Maria/Walkyriaead.vda@unoesc.edu.br
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Prejuízo
É comum esquecermos, com muita rapidez, dos benefícios recebidos. Basta que o amigo ou alguém que sempre nos estendeu a mão, certo dia nos diga não.
É o que basta para considerarmos que aquela pessoa é má, indiferente, e todos os outros adjetivos ruins que nossa memória possa lembrar.
Da mesma forma, pessoas que temos em bom conceito, rapidamente se modificam, sob nosso ponto de vista.
Por algo que tenham feito, um pequeno deslize cometido, deixam de merecer nossa consideração.
Por vezes, são de forma repentina, alijadas do nosso convívio. São pessoas com as quais não desejamos mais ter contato.
Esse tipo de comportamento nos recorda de um fato acontecido, há muito tempo.
Existiu entre os anos 1870 e 1911 uma empresa chamada Standard Oil Company. Seu diretor era John D. Rockfeller.
Certo dia, um executivo da companhia tomou uma decisão errada, que custou à empresa mais de dois milhões de dólares.
No dia que a notícia vazou, a maior parte dos executivos procurou todos os meios para evitar Rockfeller.
Todos temiam que a sua ira se abatesse sobre as suas cabeças. Todos, menos um dos sócios da companhia.
Edward Bedford tinha uma reunião agendada com Rockfeller e a manteve.
Dirigindo-se para a sala, ficou imaginando que longo discurso ouviria contra o homem que cometera o erro.
Quando entrou na sala, o diretor do império Standard Oil estava com a cabeça curvada sobre a mesa e fazia anotações.
Bedford ficou esperando, parado, em silêncio. Depois de alguns minutos, sua presença foi percebida. Rockfeller olhou para ele e disse calmamente: Você ouviu a respeito do prejuízo?
E ante a resposta afirmativa, continuou: Estive pensando sobre o assunto e fiz algumas anotações antes de chamar o homem para conversar.
O diretor mostrou o que escrevera. No topo da página estava escrito: Pontos a favor do senhor fulano de tal.
Seguia-se uma longa lista das virtudes do homem. Inclusive uma breve descrição de três ocasiões distintas em que ele havia tomado a decisão correta, gerando lucros.
Os lucros somados superavam em muitas vezes o valor do prejuízo recente.
Conta Bedford que nunca se esqueceu daquela lição, que lhe serviu para a vida.
Todas as vezes que foi tentado a dispensar alguém, ele fazia o que fizera Rockfeller.
Sentava e escrevia uma lista com o maior número de qualidades possíveis dessa pessoa.
Confessa que, todas as vezes, ao terminar o levantamento, conseguia ver a questão sob outro ângulo, dominando seu impulso inicial.
Segundo ele, tal hábito lhe evitou cometer o mais dispendioso erro para um executivo: perder o autocontrole.
Se cada um de nós agisse de igual forma com os amigos, conhecidos, parentes que nos rodeiam, manteríamos em melhores condições nossos relacionamentos inter-pessoais.
No mínimo, deixaríamos de ser injustos, em nossa precipitação. Também não precisaríamos pedir tantas desculpas, posteriormente.
Nem nos sentiríamos envergonhados pelas tantas vezes que nos mostramos ingratos.
Nem sofreríamos tanto, por mágoa, inútil e tola.
Pensemos no exemplo e, quando tivermos vontade de romper com alguém, de lhe dizer impropérios, de lhe lançar em rosto "muitas verdades", estanquemos a vontade.
Consultemos os arquivos da memória e lembremos quantas vezes aquela pessoa foi nosso sustentáculo, nosso apoio.
Quantas vezes nos ajudou, quantas alegrias colocou em nossas vidas, quanto nos serviu.
Com certeza nos surpreenderemos descobrindo que a soma dos benefícios recebidos supera em muito a do momento atual.
Então, manteremos a amizade, lembraremos de agradecer pelo tanto que representa em nossa vida.
Finalmente, nós mesmos haveremos de reconhecer como nossa vida se tornaria insípida sem aquela criatura que deus colocou em nosso caminho.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Seus clientes são sua marca, afirma Tom Peters
No Fórum HSM Estratégia, realizado em São Paulo, Peters insistiu que as empresas evitem estratégias baseadas em cifras e números, e foquem o que, para ele, sempre impulsionou os negócios em todos os tempos: as pessoas, os clientes, a "cultura" de valores e o espírito empreendedor dos gestores.
Para Tom Peters, o atributo estratégico de qualquer organização deve ser o relacionamento e a habilidade de ouvir. "Gentileza = negócios = lucros. Não ouvir os clientes ou não atender bem são coisas que podem prejudicar todo o processo de relacionamento e fidelização dos consumidores", relata o guru.
Nesse contexto, conduzir um bom relacionamento entre executivos e funcionários, funcionários com clientes e executivos e clientes torna-se fundamental. Para Tom Peters, a estratégia da empresa não deve se focar em entender a necessidade dos resultados, mas em entender as necessidades das pessoas. "As pessoas são a marca", enfatiza Peters.
Um dos ensinamentos que o guru do mundo empresarial destaca sobre o relacionamento é que essa característica tende a ser cada vez mais humanizada e puxada para o emocional. "O executivo que sabe dizer um simples obrigado para os funcionários, por exemplo, apesar de parecer banal, mostra uma atitude de verdadeiro líder. Isso manifesta uma positiva reação em cadeia dentro da empresa", afirma o guru.
Peters destaca o exemplo da Disney no tratamento dado aos frequentadores do parque desde a chegada. "A Disney teve a iniciativa de não fornecer somente um bom treinamento para seu alto escalão. Até mesmo os funcionários que trabalham no estacionamento receberam treinamento especializado para lidar com as pessoas. Uma iniciativa simples, mas que agrada todos os consumidores e ajuda a manter a 'magia' e o diferencial da companhia com o seu público", diz Peters.
| Tom Peters durante palestra no Fórum HSM Estratégia, em São Paulo/ Foto: divulgação HSM |
Pequenas ações trazem bons resultados
Outro ponto importante para impulsionar os negócios é o poder de inovar ou reinventar conceitos já estabelecidos para levar novas experiências aos consumidores. Tom Peters destaca que esse processo pode acontecer com o mínimo de recursos, mas através de idéias boas. "Atitudes triviais podem mudar positivamente o rumo de um negócio. Existem muitas ações pequenas 'dando sopa' e que possuem um impacto enorme", afirma o guru.
Peters relata o exemplo da rede varejista Walmart, que vende desde grandes eletrodomésticos a produtos de cestas básicas, e teve uma idéia simples, mas alcançou um resultado além do esperado.
Após verificar uma tendência, de que consumidores ao comprar um grande eletrodoméstico levavam somente esse produto, a rede começou a disponibilizar carrinhos de compra maiores. Com isso, os consumidores continuavam no supermercado comprando outros produtos (comuns da cesta básica e da rotina), mesmo levando os objetos maiores.
Pense em novos consumidores, mas priorize seus clientes
Outro ponto de destaque na consolidação de uma empresa no mercado é o modo como ela se comunica com seu público. Só que a forma do consumidor lidar com a propaganda está se alterando. Se antes as pessoas compravam um produto apenas pela sua publicidade, agora as pessoas querem saber a opinião de outros consumidores que já experimentaram esse produto.
Por isso, Tom Peters alerta para a importância de atender bem seu cliente atual. "As empresas estão tão preocupadas em conseguir novos clientes que se esquecem de fazer pequenas coisas para manter seus clientes atuais", diz Peters. Para ele, as organizações que buscam atender bem seus clientes ganham disseminadores em potencial de seus produtos. "Os consumidores confiam mais na indicação de um cliente do que no anúncio da loja", afirma o guru.
Nesse processo, as redes sociais funcionam como um verdadeiro boca a boca e exercem um papel fundamental para a divulgação e disseminação de produtos e serviços oferecidos pelas organizações.
Palavra de guru
Na opinião de Tom Peters, essa nova era voltada para o relacionamento prevê também a mudança no perfil de contratação das equipes na empresa. "O profissional do futuro não deve ter apenas um MBA e ser um cara limitadamente voltado para resultados. É preciso ter algo peculiar, voltado para o social, por exemplo, mas que agregue novos valores para a empresa", disse Peters.
Mais sobre Tom Peters
Para as revistas Fortune, The Economist e outras, Tom Peters é o "guru dos gurus" do management e, assim como Michael Porter, Peter Drucker e Prahalad, é um dos maiores intelectuais corporativos do mundo. Seus livros venderam mais de seis milhões de cópias em todo o mundo, e alguns deles são considerados verdadeiros marcos no mundo dos negócios.
"Imbecilatus primarius"
O século 19 foi o das grandes narrativas. Escritores russos se notabilizaram, depois os franceses. Foi o grande século do romance, como dificilmente teremos de novo. Em razão da internet, o século 21 continuará privilegiadamente o século da palavra. Do texto curto, cifrado, de palavras novas, nascidas pelo encurtamento das mensagens. O Twitter pede apenas 140 caracteres, e não se sabe se a pressa é do transmissor ou do receptor. A mensagem precisa ser breve, cheia de nada, pois o importante não é o conteúdo, é a mensagem, como disse Machluan, em 1964. As pessoas tuítam para afirmar a si mesmas que continuam vivas, precisam ser reconhecidas. E tuítam mensagens curiosas, avisando ao mundo que estão com fome, que precisam de alguma coisa ou simplesmente para declarar surtos de carência e solidão.
Em 2010, o romance é arte perdida. Por várias razões: o domínio da palavra é privilégio de quatro ou cinco escritores por geração, capazes de construir uma narrativa que interesse ao público. O resto é lixo, como se pode concluir de qualquer visita a uma livraria. Mesmo assim, o livro continua na ordem do dia, talvez mais discutido do que lido. Os próprios títulos são diagnósticos precisos de que a literatura em nossos dias se mantém como o melhor processo de autoajuda: onde encontrar a sabedoria? O prazer de ler os clássicos, eu, aos pedaços (Cony), as obras-primas que poucos leram, a arte de envelhecer, 50 clássicos que não podem faltar na sua biblioteca, e por aí seguem os títulos disponíveis sobre livros e autores.
Nunca se publicou tanto livro quanto agora. Nunca tivemos tantos escritores como agora. Há quem diga, inclusive, que no Brasil temos mais editoras e escritores do que leitores. Os livros são comercializados aos milhões. Sim, livros são objetos de consumo, e sempre menos lidos. Comprar e levar para a casa é possível, encontrar tempo e cabeça para lê-los é que é difícil. Vivemos na época da pressa, do imediato, do presente contínuo. A leitura pede o contrário disso, o que explica, ainda, como e por que as pessoas reclamam de suas vidas desinteressantes, cheias de tédio e mesmice. Lotadas de televisão anestesiadora de cérebros, como nunca antes se teve neste País.
Aqueles romances crispados de emoção, de profundidade humanística, com personagens solidamente construídos envoltos em tramas bem costuradas, como nos épicos de Tolstoi e Theckov, Balzac e Flaubert, García Márquez e Joseph Conrad, hoje são escassos. Raríssimo encontrar por aí autor consistente e duradouro. O que temos é a superprodução no melhor estilo hollywoodiano, de consumo imediato e descarte automático. Nada de tudo isso é literatura. São narrativas vazias, feitas para esquecer, consumidas por cérebros ocos e mentes de palha. A esquizofrenia da vida moderna, a tecnologia e a informação global estão criando um novo tipo humano, o “homo imbecilatus primarius”, resultado de mutação genética da espécie Sapiens-sapiens.
Apolinário Ternes historiador e jornalista
www.livrosepessoas.blogspot.com
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Curso Secretariado Executivo na Unoesc Videira
A Unoesc Virtual Campus Videira está oferecendo o
CURSO A DISTÂNCIA DE SECRETARIADO EXECUTIVO.
Inscrições abertas até o dia 05/09! Aproveite e faça a sua!
Pelo site www.unoesc.edu.br/unoesc/eventos/videira/secretariado-executivo
O curso acontecerá a distância por meio do Portal de Ensino Unoesc. O acompanhamento das atividades se dará com a orientação de um professor tutor especialista na área. O curso possui material didático on-line e exercícios para serem realizados e enviados ao professor tutor.
Objetivo: Oportunizar ao aluno conhecimento e aperfeiçoamento acerca do secretariado executivo. Desenvolver habilidades e competências necessárias no desempenho das funções de secretariado.
Valor (mensalidade única): R$ 160,00
Matrículas: 06 a 10 de setembro
Início das aulas: 16 de setembro de 2010
Carga Horária: 60 h/a
Público-Alvo: Acadêmicos da área da Gestão, Recursos Humanos, Administração, bem como demais interessados em adquirir conhecimento acerca da profissão de Secretário Executivo.
A Instituição foi credenciada conforme os novos padrões de qualidade exigidos pelo MEC. Possui Infraestrutura adequada e uma equipe de professores e tutores para apoiar e orientar o desenvolvimento das atividades a distância, além de material didático com design próprio para EaD.
Outras informações pelo telefone: (49) 35334457 com Rosa Maria/Walkyria
E-mail – ead.vda@unoesc.edu.br