quarta-feira, 7 de julho de 2010

ENDOMARKETING: Diferencial Competitivo?


Andréia Romanatto Moro *

RESUMO

A busca constante da diferenciação de marcas tem objetivo de tornar as empresas mais competitivas. Esse artigo tem por objetivo mostra uma visão diferenciada, não excluído a visão atual, demonstrando consistência e aplicabilidade dentro de um conceito inovador. A preocupação de alguns administradores com foco nas pessoas possibilita a implementação como premissa básica para qualidade de vida dentro da empresa. O marketing interno não pode ser confundido com comunicação interna dentro da empresa, mas como um processo educativo que tem por meta a integração de pessoas e a motivação desses indivíduos, ou seja, o endomarketing vai se caracterizar como um processo gerencial cíclico, continuado em direção a um determinado propósito da organização, se integrando aos processos da empresa e, consequentemente, à consecução das metas.

Palavras Chave: Endomarketing. Diferencial. Qualidade.

ABSTRACT

The constant search for brand differentiation is aimed at making companies more competitive. This article aims to show a different vision, not ruled out the current view, showing consistency and applicability within an innovative concept. The concern of some managers to focus on people as possible to implement basic premise for quality of life within the company. The internal marketing can not be confused with internal communication within the company, but as an educational process whose goal is the integration of people and motivation of individuals, ie, the internal marketing will be characterized as a cyclic management process, continued toward a particular purpose of the organization, integrating the company's processes and thus to achieve the goals.

Keywords: Endomarketing. Differential. Quality.

1 INTRODUÇÃO

            Nos meados da década de 80 houve uma evolução do marketing dentro dos ambientes, com início nos United States of America. Com o claro propósito de transformar seus colaboradores em promotores, foi concebido o Endomarketing como marketing cujo foco é o ambiente interno das empresas.
            Como tudo, no início parecia simples atingir esse objetivo, pois bastava antecipar ao público interno os produtos e serviços que seriam ofertados ao público externo, ou seja, aos consumidores e clientes da empresa. Cônscio de suas qualidades, os novos promotores aumentariam as chances de sucesso nas vendas e, consequentemente, aumentaria também a satisfação dos clientes.
            Mas a decorrência dos anos provou que não era tão simples assim. Com o crescimento de mercado, tanto interno como externo, mudanças no quadro de público interno, assim como modificação de perfil dos mesmos, provou-se a questão ser muita mais complexa que a imaginada em sua criação. Ainda que os profissionais de recursos humanos não tenham contemplado o potencial do endomarketing e continuem o tratando como comunicação interna, limitando sua atuação a comunicados em quadros, email e house organs, essa concepção não pode mais ser aceita nos dias de hoje. As grandes empresas já tomaram consciência dessa questão e estão tratando o marketing interno com maior atenção.
            Dentro de uma nova perspectiva, podemos considerar o endomarketing como ferramenta essencial da gestão estratégica de pessoas, pois é seu entendimento que faz os colaboradores realmente vestirem a camisa da empresa, consciente das regras do jogo, assim como seus papéis no crescimento da empresa.

2 ENDOMARKETING: UMA NOVA VISÃO

            Cada vez mais as empresas buscam a maior fatia do mercado, conquistando mais consumidores numa tentativa de fidelizá-los aos seus produtos. Nesse esforço, buscam políticas de valorização para seus colaboradores, pois acreditam que os recursos humanos podem lhe prover um dos principais diferenciais comparativos.
            Costa (2009) destaca que a

Visão hegemônica difundida no mercado atual situa o marketing interno, ou simplesmente endomarketing, como uma atividade de apoio às demais tarefas da organização, caracterizado pela integração das pessoas através de informação coerente e rapidamente distribuída, que objetiva despertar nos empregados uma sensação de ‘co-propriedade’ sobre a empresa e com isso obter seu comprometimento. A priori, esta concepção mostra-se ilógica, entretanto, apresenta uma série de fragilidades questionáveis de construção conceitual, razão que justifica fortes críticas, logo,a controvérsia. (GRIFO NOSSO)

            Comumente vemos o marketing interno ser tratado apenas como resultado de comunicação interna ou gerenciamento de informações e, mesmo assim, com falhas grotescas, afinal, a comunicação interna, para ser chamada de comunicação deve ter duas vias, enquanto as empresas usam apenas a via hierárquica, ou seja, passam somente a comunicação oriunda da direção para os empregados menores. Esse marketing interno, endomarketing, deve ser um processo educativo, onde busca-se a interação e integração das pessoas e com isso gerar motivação. Convém lembrar que motivação não é algo espontaneamente gerado, pois ela pertence ao indivíduo, única e exclusivamente. O que a empresa pode (e deve) é gerar um ambiente propício e estímulos, onde o próprio colaborador estará apto a motivar-se. Atitudes coerentes por parte da Diretoria, transparência e justiça nas decisões é um bom começo.
            Exatamente por isso que o endomarketing deve ser um processo cíclico, gerencial, com direcionamento ao propósito mor da organização, juntamente com todos os demais processos, com conseqüência de ser um catalisador para a consecução das metas.
            Podemos considerar então o endomarketing como Gestão de Marketing Interno, e que, segundo a definição de Costa (2009) tem “como objetivo principal, promover a motivação das pessoas por seu trabalho, obtendo seu comprometimento com os objetivos estratégicos da empresa.” Essa forma mais pragmática de enxergar o papel das pessoas dentro da organização mostra que os colaboradores mais envolvidos terão maior produtividade.

3 ENDOMARKETING AUMENTANDO A COMPETITIVADADE E PRODUTIVIDADE

            Desde a década de 80, as empresas buscam excelência profissional e com isso “tem investido em redução de custos, qualidade total, melhoria operacionais, enfim, tem percebido que é preciso obter vantagem competitiva para continuar no mercado altamente competitivo e globalizado.”
            Mas a pergunta é: Qual o diferencial competitivo que as empresas precisam ter? Os consultores ligados à área de Recursos Humanos vão responder que esse diferencial será alcançado com o investimento nos recursos humanos da empresa. E eles têm razão.
            Mas se isso está óbvio, por que as empresas ainda não adotaram essa linha de ação? A resposta é que nem sempre essa teoria pode ser aplicada, pois investimento em pessoal, treinamento avançado e desenvolvimento de pessoal é uma ação que custa dinheiro, e não é pouco dinheiro, dependendo dos resultados que você busca. Então essa resposta pode esbarrar no pequeno fluxo de caixa da empresa, ou ainda pior, esbarrar numa diretoria que ainda considera treinamento pessoal como despesa ao invés de pensar que isso é o investimento que muitas vezes ela precisa para sair da retaguarda do mercado e ocupar os primeiros lugares, tanto em vendas como na cabeça do consumidor.
            As dificuldades da empresa começam em não saber quem são seus colaboradores, seus valores e cultura, achando que os novos empregados simplesmente vão entrar na empresa e abraçar os valores e cultura dela como seus. Não basta mais determinar visão, missão, objetivos e metas se não souberem aplicar esse conceitos de forma estratégica. O mais interessante é que a Diretoria pode resolver isso de forma simples, basta uma pesquisa informal direcionada pelo endomarketing para iniciar o processo. Com o levantamento e análise dos dados, os problemas, grandes e pequenos, são identificados, bastando à Diretoria traçar a estratégica necessária para saná-los. Nessa primeira pesquisa normalmente aparecem os problemas que não são vistos pelo grande escalão, ou que são ignorados por eles por acharem que o problema não é algo que realmente incomode seus funcionários.
            Claro que isso implica em mudança, e mudança é algo que deve ser incorporada pelo primeiro escalão, que dará exemplo e motivação aos demais. A estratégia adotada pelo endomarketing levará em conta esse processo, desde as fases iniciais de implantação até a fase duradoura, com adequação e atualização de tempos em tempos.
            No inicio há o investimento mínimo e imprescindível em tecnologia da informação, ou seja, é preciso montar um banco de dados onde a diretoria irá buscar e identificar as necessidades da empresa. O conhecimento do perfil e habilidade dos colaboradores é importante, pois assim pode-se proceder ao treinamento sistematizado a fim de nivelar o funcionário do nível mais inferior com o funcionário modelo. Claro que esse pensamento não pode ser levado em conta se pegarmos o melhor funcionário e não darmos treinamento para ele. Tendo um funcionário modelo, convém levá-lo ao padrão mais próximo da excelência, assim como os outros funcionários devem seguir seus passos e se aproximar dele, de modo que a empresa tenha um padrão entre seus colaboradores. Esse nivelamento é importante, pois coloca todos os colaboradores no mesmo padrão de capacidade técnica profissional, onde a falta de um ou outro não vai afetar o rendimento da equipe, pois todos são aptos a assumir a função com a mesma desenvoltura.
            No decorrer do processo deverá haver atualização e correção de desvios no processo para melhorar o processo de comunicação na empresa, mas para isso é necessário identificar também o nível de educação dos funcionários. Talvez uma das fases mais importantes comece agora, pois o nivelamento do nível de educação dos funcionários é o que vai diminuir os chamados ‘ruídos’ na comunicação, que são os desvios de interpretação da mensagem. Caberá ao gerente imediato a percepção para identificar os ruídos e corrigi-los antes de virarem boatos dentro da empresa.

4 ENDOMARKETING PARA EMPREENDEDORES

            O endomarketing é uma das mais novas áreas de administração. Com certeza todos já ouviram falar que, para a empresa vender um produto, antes precisa vendê-lo aos seus funcionários.
            Gilbert, apud Zenaro (2007) definiu “o termo Endomarketing, de maneira leve e didática, sobre quando todos os elementos do que Philip Kotler em ‘Administração de Marketing’, chamou de marketing interno das organizações”.  O autor (2007) também se refere que

A comunicação empresarial assume cada vez mais uma intensidade global, compelindo-nos a gerar e repassar informações de nível corporativo para os diversos públicos com que a empresa se relaciona, a começar pela imprensa, passando pela comunidade, clientes, demais parceiros da cadeia produtiva e da própria organização empresarial e demais envolvidos.

            Quando nos lançamos na busca por referenciais globais de qualidade – como a ISO 9000 – é quando nos realmente tomamos a consciência da importância do envolvimento dos funcionários e colaboradores no processo. Nesse ponto a comunicação interna é “convidada a desenvolver mecanismos que agilizem e tornem possível essa integração dos funcionários com as mudanças que estão acontecendo dentro das empresas, em suas próprias vidas (...) profissionais” (ZENARO, 2007).
            Quando é repensado todo processo de comunicação empresarial, direcionado ao publico interno, surge uma pergunta simples, porém dificílima de responder: Nossos funcionários estão felizes? A resposta a essa pergunta demonstra como anda o clima organizacional, qualidade dos produtos e serviço da empresa, assim como no relacionamento interpessoal.
            Parece meio óbvia essa questão, mas há uma diferença entre funcionários felizes e funcionários satisfeitos. O funcionário satisfeito vai fazer apenas o seu serviço. O funcionário satisfeito vai fazer o que lhe foi mandado. Quer ser tratado com justiça e, ao menor deslize do chefe, passa a ter seu serviço abaixo do padrão de antes. Da satisfação para a insatisfação, basta uma palavra ou um ato do chefe. O funcionário feliz também está satisfeito, mas ele pode ser considerado um consumidor fiel, pois perdoa eventuais falhas do chefe, desde que no momento seguinte tenha a compensação. O funcionário feliz acaba contagiando outros, pois se engaja no trabalha e se oferece de modelo a ser seguido, sem se importar com o que os colegas insatisfeitos para pensar ou falar.
            “Quando passamos do horário, não é porque somos obrigados, mas porque queremos...”. Bruns (2003) cita essa frase que escutou de um operador de máquina para abrir o capítulo do seu livro que fala sobre “O Trabalho Como Fonte de Prazer” e comenta como poucas empresas conseguem comprometer o funcionário nesse nível. Isso se deve ao fato de que, na grande maioria, as pessoas da base piramidal da empresa agem de forma mecânica, sem emoção.
            Mas ela ressalta que isso pode acontecer com qualquer profissional em qualquer nível de qualquer empresa. O filme estrelado por Charles Chaplin [Tempos Modernos] faz uma forte crítica à industrialização desenfreada na década de trinta. As relações desumanas, assim como o descaso no ambiente de trabalho quanto aos sentimentos, mostram um trabalhador oprimido e torturado.
            Tortura inclusive que nos remete à raiz da palavra trabalho, do latim, tripaliun, ou seja, três paus, que na época medieval era um instrumento de tortura. Por isso muitas pessoas encaram o trabalho como tortura e sofrem da “Síndrome da Segunda-Feira”.
            Mas hoje em dia há pessoas lutando contra essa idéia. Pessoas que encaram o trabalho como uma segunda casa e se esforçam para tornar o dia a dia mais agradável, tanto para si como para seus colegas.
            Zenaro (2007) comenta que, ao invés de nos utilizarmos de
meras ferramentas para as empresas atingirem seus objetivos, a comunicação interna também pode e deve se propor a ajudar as pessoas a se sentirem felizes em seus ambiente de trabalho, onde, em teses, passam pelo menos um terço de suas vidas. As pessoas nas organizações possuem necessidades muito específicas e são atingidas pela comunicação de maneira direcionada, mais explícita do que normalmente acontece com o consumidor comum, porque demanda maior número de informações e referências sobre a organização.

            Quando encaramos a organização como um local de convergência de pessoas, que tem interesses comuns e divergentes ao mesmo tempo temos a visão da complexidade que é administrar o pessoal, assim como temos a visão da importância do endomarketing bem direcionado e utilizado. O público interno tem influência nas opiniões do externo, e a conseqüência disso são as empresas preocupadas com seu pessoal e investindo grandes somas no endomarketing como uma estratégia do departamento de Recursos Humanos.
           
4.1 IMPORTÂNCIA DA LIGAÇÃO QUE O ENDOMARKETING FAZ ENTRE RH E MARKETING

            Com o advento da globalização, o ritmo mundial das mudanças econômicas foi alterado graças às novas tecnologias em transporte e comunicação. A internacionalização de algumas empresas induziu uma transformação de mercados, e agora tem direcionamento para o setor de serviços.
            Quando o serviço é o foco da empresa, é de fundamental importância tomar a consciência que o fator humano estará intrínseco na idealização, preparação e execução das atividades que formatam o produto a ser entregue ao cliente (ZENARO, 2007).
            Com a descoberta do Marketing a mais de 50 anos, houve a criação de uma alavanca de crescimento dos negócios em grande escala. Os reflexos sobre a produção foram imediatos, fazendo o setor crescer. Como o Marketing é a raiz do endormarketing, extrai dele seus conceitos e partir do estudo do público a que se destina, ou seja, como o estudo é sobre o público interno e suas peculiaridades, nesse ponto ele se diferencia do Marketing, pois o público alvo tem necessidades explícitas e direcionadas, maior do que ocorre com o consumidor externo.
            A área de Recursos Humanos fornece os componentes para a política de Endomarketing a partir da análise detalhada da formação, comportamento e nível de comprometimento das pessoas que compõem o público interno. (ZENARO, 2007)
            Mesmo com a raiz no marketing, especialistas afirmam que o Marketing não pode sobreviver sem o endomarketing. Bertone (200?) afirma não acreditar em

Nenhuma estratégia de marketing que possa dar resultado satisfatório, se você não preparar as pessoas da sua empresa, ou seja, não criar o comprometimento entre elas para poder satisfazer as reais necessidades dos clientes. Porém, para você ter uma estratégia eficiente de endomarketing, primeira precisa mostrar aos seus funcionários quem são os clientes, de que forma eles gostariam de ser atendidos, como eles se comportam. Deve orientá-los quanto ao tipo de esclarecimento que deve ser passado ao cliente, seja em relação ao serviço que você está prestando ou ao produto que está vendendo. Você deve capacitar as pessoas individualmente e em grupo, para que possa então ter uma política interna e consolidada de endomarketing. Dessa forma, você poderá dar prosseguimento às estratégias de marketing duradouras. (GRIFO NOSSO)

            Quando é pensado em capacitar pessoas, deve-se levar em conta o início do processo, ou seja, desde a contratação a empresa precisa ter em foco que tipo de profissional ela necessita. Com o ingresso no mesmo na empresa, deve-se capacitá-lo, tanto para a função como para o convívio de seus novos pares na empresa.

5 CRIANDO VALOR PARA O CLIENTE

            Bernie Marcus (apud KOTLER e ARMSTRONG, 1998) explica que “todo o nosso pessoal entende o que vem a se de fato o Santo Gral. Ele não é, definitivamente, o lucro dos balanços. O Santo Gral é o compromisso apaixonado e quase cego de cuidar dos clientes.”
            Explicações a parte, é fundamental entender em primeiro lugar a importância do cliente consumidor para a empresa, qualquer empresa. É o consumidor que paga nosso salário, através da compra de nossos produtos ou serviço. Se a empresa vai bem, é graças aos clientes, se vai mal, é a falta de clientes.
            Aqui entra novamente a questão de capacitar o funcionário que vai cuidar desse cliente. Um funcionário mal preparado pode garantir que esse cliente nunca mais pise na loja, além de fazer uma propaganda negativa a muitos outros clientes, assim como o funcionário bem preparado vai fazer o contrário.
            Cabe ao funcionário atender e satisfazer as necessidades e desejos dos clientes, trabalhando de maneira solícita ao buscar informações do próprio cliente que o possibilitem para tanto.  Ouvir o cliente, buscar seus anseios, estar disponível, são ferramentas do funcionário para garantir a fidelização do mesmo.
            Mas nada disso funciona se o funcionário estiver insatisfeito com seu serviço, mal humorado e com raiva do cliente. Com esse pensamento, é visto a necessidade do investimento em endomarketing e capacitação dos funcionários antes do dispêndio de muito dinheiro no marketing para o público externo.
            O marketing , mais do que qualquer outra função do negócio, trabalha diretamente com os clientes e para os clientes. Criar valor e satisfação é o ponto primordial do processo de marketing moderno. A meta do departamento de Marketing é atrair novos clientes prometendo valores superiores ao concorrente, em matéria de qualidade e atendimento, assim como manter os cliente atuais, dando-lhes satisfação.
            Esse mesmo trabalho é importante também para reter os clientes que já estão tendo acesso aos produtos da empresa, pois vários estudos já comprovaram que a manutenção da clientela é de um custo mais baixo para a empresa, ou seja, a busca de novos clientes custa cerca de seis vezes mais que a retenção deles. Quando é feito o planejamento da empresa, e esse custo é posto para apreciação, logo se vê a importância dele, mesmo assim, é de conhecimento intrínseco que, para a empresa crescer, tem que crescer junto a quantidade de clientes atendidos por ela.
            Até pouco tempo existia um pensamento que somente as grandes empresas poderiam praticar o Marketing e que isso só tinha resultando em grandes economias operantes no mercado internacional. Atualmente essa visão deturpada do Marketing já foi relegada ao segundo plano, mesmo que algumas pequenas empresas não acreditem no potencial da mesma.
            Drucker (apud KOTLER e ARMSTRONG, 1998) declara que “o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua. É conhecer e compreender o cliente tão bem que o produto ou serviço sirva... e venda por si próprio”. Nesse pensamento é visto que venda e propaganda são partes de um todo, do chamado Mix de Marketing, um conjunto de ferramentas que trabalham juntas para atingir um mercado potencial. Kotler e Armstrong (1998) definem marketing como “o processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtém aquilo que desejam e necessitam, criando e trocando produtos e valores uns com os outros.”
            Um dos estados de marketing mais conhecido é o das necessidades humanas, que são os estado de carência percebida, como alimentação, vestuário, moradia e segurança. Essas necessidades não são criadas pelo marketing, até por que o marketing não cria necessidades, mas desperta o desejo dos consumidores. Essas necessidades humanas são intrínsecas para a sobrevivência da humanidade. Quando falamos em desejo, extrapolamos a necessidade básica e a moldamos como melhor nos convir. Existe a necessidade da alimentação, mas o desejo por um apetitoso churrasco ou uma lasanha vai depender do que a campanha de marketing vai oferecer.

            Obviamente, tudo isso não funciona sem um endomarketing bem estruturado e direcionado na empresa. Como todo processo a ser implantado numa empresa, o endomarketing também deve ser bem estudado e planejado, para que funcione realmente como ferramenta de gestão e não como sendo apenas comunicação interna.

5.1 AS DIVERSAS FACES DO ENDOMARKETING

            Quando começamos a pensar no endomarketing, devemos definir por onde começar. Existem empresas que desejam implantar o endomarketing, mas não sabem por onde começar, pois acreditam apenas como algo bonito e moderno que a empresa precisa ter para estar no mercado. Outras, em compensação, têm objetivos bem definidos, determinados por um fato e tem a firme convicção que trabalhar a Comunicação e o Marketing Interno poderá ajudar e até, em alguns casos, acelerar o processo.
            Normalmente as empresas que tem uma área de Recursos Humanos estruturada, possuem uma política de RH. Pode não ser a mais apropriada, mas existe. O que não existe é a comunicação, ou seja, divulgação da política salarial, avaliação de desempenho, benefícios, treinamentos etc.
            Brum (2003) comenta que “quando inauguramos a agência, imaginávamos que seríamos procurados pela área de Marketing (...), podemos dizer que o nosso cliente [hoje] é a área de Recursos Humanos”.
            Quando pensamos em endomarketing dentro da empresa, a área facilitadora do processo é a que está mais ligada diretamente aos colaboradores da empresa, ou seja, não basta a empresa ter uma gama variada de benefícios e ótimos benefícios, se ela guarda para si, não divulga ao restante do pessoal. Esse tipo de atitude vai gerar uma percepção contrária, onde os colaboradores vão imaginar os “porquês” da área de Recursos Humanos não divulgar informações. Podem chegar ao ponto de se acharem perseguidos, se outro setor da empresa souber algo a mais que eles, ou pior, que os benefícios oferecidos pela empresa não são para serem ofertados, mas apenas para ela aparecer bem no mercado como uma empresa que se preocupa com seus colaboradores.
            Quando fala em beneficio, Brum (2003) diz que

Benefício não é apenas assistência médica e ticket restaurante. Benefício é tudo o que é oferecido ao público interno para que ele tenha uma maior qualidade de vida e bem-estar. Um chuveiro para que ele tome banho antes de ir para casa é um benefício, uma refeição com menos calorias, um programa de treinamento, uma palestra motivacional, a visita da Assistente Social para auxiliar num problema familiar etc. Tudo isso é benefício.

            Há alguns anos a Revista Exame publica “As 100 Melhores Empresas para Você trabalhar”. Isso leva muitas empresas a focarem esforços para entrar nos grupo seleto, se questionando pelo fato que apresentam os mesmo benefícios não são convidadas e participarem. A questão a ser respondida é que as empresas não estão lá por terem mais ou menos benefícios, mas pelo fato de divulgarem os mesmos. É o fato de trabalharem Endomarketing de maneira profissional e eficiente, pois quem realmente coloca uma empresa nas “100 mais” são os empregados da empresa e não a revista Exame.

6 QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

            Desde o inicio de sua vida laboral, o homem tem preocupação com a qualidade de vida que terá no trabalho, afinal, se for considerado o tempo de trabalho para se alcançar a aposentadoria, ele terá que trabalhar um mínimo de 35 anos. Com a expectativa de vida beirando os 70 anos, pode-se analisar que ele vai passar metade de sua vida trabalhando, por isso ele deseja que esse tempo seja satisfatório, no mínimo.
            Mas o que é qualidade de vida no trabalho? Wagner (1973, apud BEAL 2009) descreve pelo menos seis categorias para que se alcance essa qualidade:
  •  Compensação adequada e justa pelo trabalho desenvolvido;
  •  Condições satisfatórias de saúde e segurança no ambiente de trabalho [e fora dele];
  •  Oportunidades imediatas para utilização e desenvolvimento de sua capacidade;
  •  Plano de carreira para crescimento profissional e pessoal;
  •  Integração social
  •  Relevância social da vida no trabalho.
            O autor descreve as seis categorias como sendo o básico para que a qualidade de vida no trabalho apareça.
            Quando o ambiente de trabalho é analisado, constata-se que ele deva ser um local de tranqüilidade, limpo e bem iluminado, agradável e seguro, organizado e disciplinado, assim como proporcione a remuneração compatível com as funções, responsabilidades e habilidades de cada um dos colaboradores. Chefias competentes e que estimulem o feedback são bem vistas também.
            Dentro do ambiente de trabalho, valorizam-se as relações interpessoais, decorrentes do processo de interação social que envolve a todos, com sentimentos positivos de simpatia e atração. Esses bons sentimentos favorecem a interação dos colaboradores, proporcionam ajuda mútua no desenvolver das atividades do dia a dia nas empresas. Essa interação é motivadora e tem conseqüências no aumento de produtividade e qualidade do trabalho. Não obstante, sentimentos negativos vão agir ao contrário, deixando os colaboradores em estado de alerta constante, julgando seus pares como inimigos, gerando tensão e stress em demais no local de trabalho, com conseqüências alarmantes ao processo, visto que a baixa produtividade e a aura de negatividade vão permear o local.
            Espera-se dos colaboradores inteligência emocional para lidar com as interações sociais na empresa, pois a maneira de colocar a inteligência, reconhecer e reagir às emoções [próprias e dos colegas] fará o colaborador melhoras sua qualidade de vida no trabalho, assim como propiciar o mesmo aos seus colegas.
            Quando um grupo de trabalho é analisado, descobrem-se as diferenças que permeiam esse grupo, como a etnia, crenças e cultura. A maneira como o grupo lida com essas diferenças individuais influencia a vivência grupal, principalmente no processo de comunicação. Quando as diferenças são aceitas e trabalhadas em aberto, como todos respeitando a cultura do seu colega, a comunicação flui de maneira fácil e aberta, pois as pessoas têm a liberdade de dar e receber feedback, enquanto o outro lado, quando já intolerância pelas partes, não há comunicação, e as pessoas só falam o mínimo necessário para o andamento da parte do projeto onde elas respondem, apenas isso.
            Pior ainda, quando há essa intolerância é a proliferação de fofocas dentro do setor, assim como distorção das mensagens iniciais cujo intuito é enfraquecer as partes e até bloqueio de mensagens. Essa atitude, quando levada às últimas conseqüência, acabam influindo diretamente na fraca qualidade do trabalho a ser entregue ao consumidor, sem importância se for bem ou serviço. O único foco dos colaboradores, nesse caso, é prejudicar o colega responsável pelo trabalho perante o cliente.
            A empresa é composta de pessoas e representa uma comunidade dentro da empresa, um grupo que se divide em diversos subgrupos [por afinidade] e mantém o relacionamento entre si, assim como mantém um relacionamento aberto com o mundo exterior à empresa. O trabalho realizado por essas equipes harmoniosas gera maior produtividade com qualidade, assim como redução de problemas e custos. Nessa harmonia há a possibilidade da comunicação ser mais eficaz, resolvendo conflitos entre as equipes com negociação, pois todos se respeitam e entendem que a discussão envolve opinião profissional e que o pessoal não é afetado pela diferença dessas opiniões.
            A empresa incentiva o espírito de equipe, e isso acontece com a integração dos novos colaboradores. Claro que o novo colaborador [quando começa a trabalhar na empresa] precisa romper conceitos, pois a equipe integrada tem dificuldade de acolher o novo membro imediatamente, seja por bloqueios pessoais, por medo, preconceitos e até timidez. Cabe ao novo membro identificar as dificuldades e superá-las, assim como o grupo deve reconhecer as qualidades do novo colaborador e lhe dar apoio, demonstrando confiança.


6.1 CLIMA ORGANIZACIONAL

            O clima organizacional tem aparecido cada vez mais como um importante conceito para a descrição da percepção das pessoas em relação ao ambiente de trabalho e à organização.  Luz (1995, apud BEAL 2009) define clima organizacional como

As impressões gerais ou percepções dos empregados em relação ao ambiente de trabalho, embora nem todos os indivíduos tenham a mesma opinião (pois não tem a mesma percepção). O clima organizacional reflete o ambiente organizacional, isto é, atributos específicos de uma organização, seus valores ou atitudes que afetam a maneira pela qual as pessoas ou grupos se relacionam no ambiente de trabalho. Clima Organizacional é o reflexo do estado de espírito ou ânimo das pessoas, que predomina numa organização, em determinado período.

            O clima pode ser entendido como “ambiente de trabalho”, pois esse é o entendimento coloquial que se tem quando se fala em clima organizacional.
            Esse estudo tem objetivo de buscar e retratar o estado de satisfação dos colaboradores em relação ao seu trabalho, empresa, colegas, chefias dentre vários outros. A busca do alinhamento da cultura, promoção do crescimento e desenvolvimento dos colaboradores, integração dos diversos processos e áreas, otimização da comunicação, assim como minimização da burocracia, a identificação das necessidades de treinamento e desenvolvimento pessoal e gerencial, o foco no cliente interno são as principais características do estudo de Clima Organizacional.

6.2 MOTIVAÇÃO

            A teoria mais conhecida de motivação parte de Maslow, que disse que “as necessidades humanas são organizadas em uma hierarquia, partindo das mais urgentes às menos urgentes”.
            Segundo Weiss (1993, apud BEAL, 2009), motivação “é o processo de induzir uma pessoa ou um grupo cada qual com necessidades e personalidades distintas, a atingir os objetivos da organização, enquanto tenta também atingir os objetivos pessoais”.
            Nas organizações, a motivação das pessoas é abordada com foco em satisfazer necessidades tangíveis e intangíveis, e aprimorados com o conhecimento das pessoas sobre elas mesmas, o que as faz progredir, mesmo quando tudo a força a “andar para trás”. É conhecido que não tem como se motivar pessoas, pois motivação é algo que parte de dentro do indivíduo para fora, mas as empresas podem oferecer subsídios para que esse mesmo indivíduo busque a motivação dentro de si, e encontre.
            Beal (2009) comenta que

A motivação grupal e [ou] individual é desencadeada pela estruturação da situação do trabalho de modo que as pessoas possam satisfazer melhores suas próprias necessidades, enquanto trabalham pelos objetivos da organização. Quando as pessoas não vêem sentido nos trabalhos que estão realizando, principalmente quando são trabalhos muito repetitivos, perdem interesse pelo mesmo; não consegue[m] visualizar sua importância, nem sua utilidade.

            Para Kondo (1994, apud BEAL, 2009) “se alguém busca oportunidades de utilizar seu potencial em atividades de maior complexidade, o único meio para que esta pessoa permaneça motivada será o de promover uma estratégia que permita a ela livrar-se das tarefas repetitivas”.
            Zenaro (2007) comenta que o Marketing, conforme a empresa cresce, evolui substancialmente, pois

atividades como criar, fazer arte ou ciência, desenvolver técnicas, produzir conhecimentos, são práticas única e exclusivamente do ser humano. Também incluímos nesta lista a capacidade de negociar, já que apenas os humanos têm essa capacidade. Se uma empresa deseja que seu produto seja inserido no mercado, é preciso que ela pesquise as reais necessidades da clientela potencial. Clientela potencial é o grupo de pessoas que se deseja alcançar, ainda não clientes, mas com possibilidades de virem a ser.

            Esse processo de administração de marketing é definido com a atividade de análise de mercado, pois planeja as estratégias mercadológicas, implementação e o controles dos programas que são destinados à criação, desenvolvimento e manutenção das trocas com o mercado que a empresa está inserida. (ZENARO, 2007)
            Claro que todo esse processo tem uma razão de ser – os clientes – e quando voltamos esse potencial de esforços para dentro da empresa, buscamos fazer o mesmo com nosso clientes internos.

7 APRESENTAÇÃO DOS DADOS

            Após o estudo de várias referências, constatou-se alguns dados relevantes, porém alarmantes, quando visitamos as empresas e notamos o descaso no atendimento dos colaboradores.
            Algumas empresas investem uma quantia significativa em marketing, buscando despertar o desejo no maior número possível de clientes dentro do segmento de mercado que atua. Esse investimento é pesado nas comunicações [mídia], e não menos leve em outdoors e outros meios físicos que alcançam a mão do consumidor. Não medem esforços em mostrar a maravilha que será para o consumidor escolher o produto dela em detrimento dos produtos da concorrência. O cliente será mais belo, mais feliz, reconhecido como formador de opinião e tudo que for necessário para despertar o desejo do consumidor.
            A produção da empresa faz sua parte, produzindo um produto de qualidade invejável e com alto valor agregado, com inspeção técnica rigorosa para que esse produto não apresente defeitos após sua inclusão no mercado comercial.  O “Pessoal da Produção” já tem a consciência que se o produto apresentar defeito gerará custo indevido para a empresa, assim como nova alocação do tempo da produção para reparar o erro, por isso se dedicam a fazer o correto da primeira vez.
            Após todo esse esforço para a construção de um produto superior aos concorrentes, um dispêndio enorme de dinheiro em marketing e propaganda, o cliente tem seu desejo desperto e corre para a empresa adquirir o produto, e esbarra num inimigo. Inimigo esse que deveria ser o seu primeiro amigo dentro da empresa.
            Um funcionário mal treinado, não cônscio de sua importância fundamental dentro da empresa, pois é ele que tem o contato direto com o cliente. Não bastando não saber explicar sobre o produto que está circulando na mídia do país, ainda tem a petulância de não tratar o cliente como o rei que é, afinal, todos os esforços da empresa são para manter o cliente feliz e satisfeito.
            Mas com tudo isso, pergunta-se de quem é a culpa? Do pobre funcionário mal treinado e mal educado ou do seu chefe que não vê isso? A questão levantada não é por culpa em ninguém, mas abrir os olhos para uma prática que existe, é estudada a exaustão e disponível à área de Recursos Humanos das empresas. Aplicando o Endomarketing na empresa, tem-se o histórico dessa situação, assim como a melhor maneira de resolvê-la, de modo que o cliente saia satisfeito de uma maneira geral.
           
8 CONCLUSÃO

            Desde seu início nos USA, o Endomarketing evolui muito como conceito e como conhecimento em todas as áreas da sociedade. Cada vez mais as empresas estão tendo a consciência da importância da relação interna de seus colaboradores. Antigamente eram designados como força de tarefas, ou funcionários, mas hoje em dia os administradores pensam neles como promotores da empresa.
            Por promotor entende-se que, em todos os momentos, eles vão promover a empresa onde quer que estejam. Um jargão administrativo que explicam esse pensamento é o de “vestir a camisa da empresa”, pois entende-se que o promotor vai defender sua empresa e seus produtos com unhas e dentes, não aceitando nada menos que a compreensão total de seus interlocutores sobre o potencial qualitativo da mesma.
            O pensamento acerca do endomarketing ainda é simples, ou seja, tratar bem o cliente interno para que ele trate bem o cliente externo e como isso garanta a evolução da empresa, tanto na mente dos clientes como financeiramente.
            Apesar do pensamento simplista, vemos empresas complicando o conceito e pior, não aplicando o conceito, pois ainda tratam os funcionários apenas como forma de trabalho que existe para dar lucro para a empresa. Esses administradores [dinossauros] ainda tratam a concepção que treinamento e investimento nos funcionários são uma despesa irreversível, mesmo tendo provas no mercado de empreendedores que investem no funcionário e ele logo dá o retorno, fechando vendas e colocando na boca dos clientes o nome da empresa.
            O que é visto hoje, na verdade, são as pequenas empresas com medo de investir em funcionários, pois amanhã ele poderá sair e montar um concorrente. Esse pequeno administrador está pondo em prática apenas uma parte do endomarketing, investindo no funcionário, mas sem investir em seu meio ambiente para deixá-lo confortável e feliz no local onde ele trabalha, sendo que, em muitos casos, o simples reconhecimento por um bom trabalho funciona, pois isso é alçar o funcionário ao quarto degrau da pirâmide de Maslow.
            O Endomarketing é uma ferramenta que chegou para ajudar, pois alavanca o bem estar da empresa a um nível que só é delimitado por ela, ou seja, a empresa decide até onde quer o bem estar de seus funcionários.
            É só utilizá-la.

9 REFERÊNCIAS

BEAL, Aldecir Luz. Relacionamento interpessoal como fator de endomartketing no departamento de vendas da AMG Veículos. 2009. 53f. Monografia (MBA em Marketing e Vendas) – Universidade do Oeste de Santa Catarina, Videira, 2009.
BERTONE, Paulo. Marketing não sobrevivem sem endomarketing. Disponível em <http://www.endomarketing.com/diversos/entrevista.pdf>. Acesso em Mar/2010.
BRUM, Analisa de Medeiros. Respirando endomarketing. 2ª ed. L&PM. Porto Alegre, 2003.
COSTA, Daniel. Uma nova visão do Endomarketing. Disponível em <http://www.endomarketing.com/diversos/uma_nova_visao2.pdf). Acesso em Dez/2009.
DIAS, José Geraldo Gaurink. Utilização do Endomarketing como recurso estratégico para melhoria de produtividade. Disponível em <http://www.costigoulart.com/sitio/areaclientes/Marketing/UtilizacaoDoEndomarketingComoRecursoEstrat%C3%A9gico.pdf>. Acesso em Jan/2010.
______. Utilização do Endomarketing para melhoria da competitividade Empresarial. Disponível em <http://www.endomarketing.com/diversos/artigo_end_comp.pdf>. Acesso em Jan/2010.
KOTLER, Philip.; ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 7ª ed. Prentice Hall do Brasil. Rio de Janeiro, 1998.
ZENARO, Marcelo. Marketing para Empreendedores. 2ª.ed. Ed. UNOESC, Videira. 2007.


* Graduada em Administração e Pós Graduada em Gestão de Recursos Humanos pela Unoesc-Videira, é tutora no ensino à distância. Andreiarm1@gmail.com

A ARTE DE NÃO ADOECER

Dr. Dráuzio Varella

 

Se não quiser adoecer – "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então, vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – "Aceite-se"  

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – "Não viva sempre triste"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Julia Kendall: As Aventuras de uma Criminóloga

As aventuras de uma criminóloga terá sobrevida no Brasil.


Sim, apesar da primeira informação que o Número 67 seria o último, fonte direta da Mythos acabou de informar que ela terá uma sobrevida até o número 71.


Por isso eu conclamo os fãs dessa linda criminóloga que façam a sua parte e espalhem essa noticia. Se revertermos a baixa venda da revista, a Mythos vai continuar essa publicação!

Eu farei minha parte, e voce??

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A ATIVAÇÃO DOS PORTAIS E O PROCESSO DE EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA.

 

“Vós sois deuses e podeis fazer até mais do que eu faço”.

Mestre Jesus 

 

A ativação dos portais é um dos processos mais interessantes que estão ocorrendo nessa época de transição planetária. É partir dessa perspectiva de interesse que faremos alguns comentários sobre esse assunto tão comentado nos dias atuais.

Na realidade, estão sendo reativados no nosso planeta os portais que foram destruídos de forma intencional pela igreja católica ao longo dos milênios. “Estes portais são imensos cristais ou áreas de grande intensidade magnética em vários pontos do planeta e funcionam como ‘antenas transmissoras” da terra, formando uma grande malha magnética que fazem uma  “cobertura” de uma área de atuação emitindo um “sinal”, ou freqüência de irradiação, maior ou menor. De forma semelhante temos nos dias atuais a comunicação das várias operadoras de telefonia celular, onde existem amplificadores e antenas transmissoras que transmitem a informação, com uma cobertura de abrangência e um sinal, que é sintonizado pelo aparelho celular. Neste exemplo, os seres humanos fazem o papel do celular, onde a “operadora” é a própria natureza, que é uma manifestação de Deus. Quando estamos “conectados”, através da glândula pineal, que é uma antena transmissora/receptora ( como já demonstrado pela neurofisiologia moderna, como sendo uma estrutura cristalina de apatita), estamos em sintonia com o nosso Eu Superior ( a nossa essência divina ou espírito), conectado diretamente ás freqüências de Luz superiores, que chamamos de Deus.

No corpo humano circula o sangue físico e também o prana - a energia vital que é magnética e é ancorado por uma estrutura cristalina chamada de esqueleto (os ossos são cristais), com várias junções tais como o tornozelo, o joelho, e o pulso.

Semelhantemente, como todo ser vivo, Gaia, a nossa mãe terra, possui um sistema circulatório eletromagnético a poucos metros da sua superfície, chamado normalmente de linhas Ley. Estas linhas se interconectam em pontos energéticos, vórtices magnéticos, verdadeiros chacras da terra e que constituem o que chamamos de Portais geomagnéticos.

Um dos portais mais famosos é o de Stonehenge, dos antigos Celtas e druidas. Outros importantes portais do planeta estão localizados onde se foram erguidas grandes catedrais da igreja católica, construídas, intencionalmente, pelos maçons (maçom significa pedreiro em francês) por determinação da igreja católica apostólica romana, que é uma criação do império romano, para manter as mentes humanas adormecidas, isto é, desconectadas do Eu Superior, ou da estação transmissora central. Desde esse tempo, começou a ser desativada a grade cristalina, ou artérias magnéticas do planeta que, tal qual sistemas de transmissão de ondas de rádio, possibilitam que as pessoas se sintam, intuitivamente, sintonizadas e fazendo parte de um todo. Sentimo-nos parte da terra, do sol, da natureza, de Deus, não separado.

 Essa conexão entre o ser humano e a grade cristalina da terra é efetuada pelo nosso cérebro físico através do osso do crânio. A glândula pineal que também é uma estrutura cristalina  e fica exatamente no centro do cérebro, funciona como um ponto de irradiação magnética, uma antena que irradia energia do nosso ser para a estrutura do crânio e, daí, para a grade cristalina da terra. Não por acaso, René Descartes considerava que a pineal era o ponto onde se encontrava a alma humana.

A neurociência moderna identificou também que a glândula pineal está  conectada ao hemisfério cerebral direito. Normalmente no estado de vigília, “acordados”, o hemisfério cerebral dominante é o esquerdo, com uma freqüência cerebral chamada de Beta, e nos comunicamos com o mundo através dos cinco sentidos físicos. Este é o mundo físico, da matéria, ou da terceira dimensão, onde se encontram aprisionados as consciências da grande maioria da humanidade atualmente encarnada no mundo ocidental. Quando dormimos, cessa a atuação deste hemisfério e que assume o controle é o direito, com freqüências mais baixas, chamadas de Alfa, Beta e Teta. Quem ativa este estado de consciência é a glândula pineal, através de um hormônio neuropeptídeo chamado melatonina. Como aproximadamente 98% da humanidade é destra, isto é, possui o hemisfério cerebral esquerdo mais atuante, esse percentual pode ser um indicativo do número de pessoas normalmente desconectadas da malha magnética da terra, e por conseqüência da natureza e de Deus. Como conseqüência dessa característica atual de atuação mais marcante do hemisfério cerebral esquerdo, a humanidade perdeu o sincronismo ou o equilíbrio entre os dois hemisférios cerebrais, ou em termos científicos, perdeu a bicameralidade cerebral.

       Isto acarretou uma desconexão, um esquecimento do plano astral que é a dimensão vibracional que habitamos quando dormimos quando a freqüência cerebral baixa para ondas Alfa, Delta e Teta e o hemisfério cerebral direito assume o controle.

Inúmeros outros fatores contribuem para a perda do sincronismo cerebral os quais abordaremos em outros artigos: poluição atmosférica radioativa, consumo de carne vermelha de animais mamíferos, bebidas alcoólicas, produtos refinados (açúcar, trigo, sal,...) cafeína e, principalmente, a Coca-Cola com a sua fórmula secreta que, na nossa opinião, é magia negra engarrafada, pois ela afeta diretamente a glândula pineal e consequentemente o desempenho do hemisfério cerebral direito e a perda de conexão do chacra coronário com as dimensões vibracionais superiores. A Coca-Cola desconecta o ser humano do seu espírito, do Eu Superior. A escrita silábica utilizada no mundo ocidental é processada no hemisfério esquerdo, em oposição á simbólica que é usada nos países orientais, que é processado no direito. Outro fator significativo é o calendário Gregoriano, solar, “inventado artificialmente e intencionalmente” no concílio de Trento,

Promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 1582, em oposição ao lunar, real,que gera uma sincronização cerebral com as fases da lua e com a natureza que ainda é seguindo pelos judeus, árabes, indianos.

Com a reentrada da Terra no cinturão de fótons provenientes das Plêiades, previsto para o solstício de inverno no hemisfério norte, em 21/12/2012, de acordo com o Calendário Maia, torna-se mandatório que as pessoas adquiram o equilíbrio cerebral e que se reconectem com a mãe terra.

 Inúmeros esforços já foram empreendidos pela Hierarquia Espiritual, Conselho Intergaláctico da Luz ou simplesmente a Grande Fraternidade Branca, que enviou seres altamente evoluídos para o nosso planeta, como o mestre Jesus há cerca de dois mil anos, com o propósito de despertar as consciências humanas adormecidas, através do seu exemplo vivo e reconectar o ser humano com a natureza, para combater a interferência das forças do mal, involutivas, os “deuses” annunakis (no plural e com d minúsculo) seres extraterrestres originários do planeta Nibiru, como registrado nos escritos sumerianos e divulgado na monumental obra do Zacheria Sitchin, desde a década de 70, nos livros “O 12º Planeta” e “Gênesis Revisitado”. Nessas leituras, esses seres são referenciados como deuses no antigo testamento e o Messias esperado pelos hebreus é o rei Anun desse planeta de trevas que montou um plano diabólico para se apossar do planeta terra. Daí a expressão bíblica: “vós sois o povo escolhido (os hebreus) de deus e eu vos darei a terra prometida (o próprio planeta, pois o plano dos annunakis é abandonar Nibiru e se instalar na Terra)”. De acordo com a conhecida pesquisadora e médium internacional Sylvia Browne, no seu livro o “Fim dos Tempos.”, os annunakis devem está de volta à terra no ano de 2040. O Planeta Nibiru passa nas proximidades da terra a cada 3600 anos.

            Com relação á poluição radioativa, a primeira explosão atômica na terra ocorreu na destruição de Sodoma e Gomorra, há cerca de 6.000 mil anos, como relatado no antigo testamento. Foi, então, que começou a perda de sincronismo cerebral. Com a repetição das explosões atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em 1945, aprofundou-se, ainda mais, o “esquecimento” da humanidade. Foi, naquele momento, também, que a Hierarquia Espiritual voltou a intervir nos destinos da humanidade terrestre, com o retorno de espíritos de peles-vermelhas, originários das Plêiades, que haviam sido dizimados em séculos recentes pela raça branca oriundas dos annunakis. Isto deu origem a uma nova raça, atualmente conhecida como “Índigo”, devido a linda cor azul índigo da sua aura.

Os índigos estão nascendo como pessoas de pele branca, negra ou amarela, mas com coração da raça vermelha, compromissada com a mãe Terra. Geralmente são espiritualistas, não se adaptando ás estruturas fixas das religiões tradicionais. São livres pensadores em busca da verdade, como uma verdadeira “metamorfose ambulante”, como dizia o poeta Raul Seixas.

Essa raça já encarnou programada para “despertar”, com a missão de acordar deste longo sono, “codificada”, no nível de DNA, com despertadores internos que ressoam com a ativação de portais, que são imensos cristais originários da antiga Atlântida, espalhados em várias partes do planeta, principalmente na América do Sul e do Norte. Estes seres são os novos “Cristos”, que possuem gravada na sua consciência a chama trina do Amor, Luz ou Sabedoria e Poder. Eles sabem que são seres poderosos, “deuses” criadores em missão cósmica, neste momento de transição. Esses cristais, que geram novos portais e novas freqüências de luz, estão reconstruindo a malha cristalina da terra. E reconectando de forma acelerada todos estes seres.   Toda essa nova raça que assumiu o compromisso com a Luz Crística, perante os mestres da Luz e com o seu próprio Eu Superior, na reunião do Conselho Cármico, que ocorre um pouco antes da nossa concepção nessa encarnação, está programada para despertar a cada ativação desses cristais.

            No entanto, a maioria dessa raça, que começou a encarnar na década de 50, está aprisionada nos vícios já mencionados, e porisso está passando por uma grande angústia existencial, pois sabem, intuitivamente, que não estão aqui por acaso, para ganhar dinheiro, ter coisas, criar filhos, adoecer e morrer, coisas que satisfaz a maioria da “velha raça”.  Sabem que estão aqui com um propósito, mas, não estão conseguindo se lembrar da missão. Isso tem gerado hiperatividade, transtorno bipolar, esquizofrenia, borderline, vazio existencial, dores de cabeça, fibromialgia, e tantas outras doenças que provocam desequilíbrios e que são erroneamente tratadas com medicamentos alopáticos fabricados, pelas grandes empresas annunakis/judaicas, os famigerados laboratórios farmacêuticos, que produzem medicamentos do tipo Ritalina, cuja principal função é deixar o jovem anestesiado, num estado de “normalidade” equivalente a velha raça Ariana, adormecida,  que está deixando compulsoriamente o planeta.

Nesse imenso conflito, uma verdadeira guerra entre as forças evolutivas e as involutivas, os primeiros estão despertando. A raça índigo está sendo reativada pelos seres pleiadianos, seres de quinta dimensão, estabelecidos em naves espaciais especiais, algumas ancoradas, energeticamente, em Aurora, no Uruguai. O processo de ativação ocorre durante o sono, quando é feita uma purificação energética a nível celular. É um processo seguro de ascensão espiritual e está disponível a todos, repetindo, a todos que quiserem estar a serviço das forças crísticas, dos Guerreiros e Guerreiras da Luz. Para que isso aconteça é necessário que se inicie um processo de limpeza do organismo físico, libertando-se dos vícios que fazem baixar a vibração energética, e colocar a intenção focada no bem e no amor, no compromisso com a Verdade, que liberta.

Foi através de algumas parábolas que o mestre Jesus se referiu a este processo: “Quando o discípulo (o ego em aprendizagem) está pronto o mestre (O Eu Superior, a nossa essência divina) aparece”, “Procurai e acharás” e “Batei que a porta se abrirá”.

Hoje, nove de setembro de 2009, (9.9.9), é o dia de abertura de mais um portal. O primeiro grande portal, ou, como costume dizer, a primeira batida do tambor chamando os guerreiros e guerreiras em missão, para despertar as consciências adormecidas, ocorreu na noite de 16 de Agosto de 1987, quando os primeiros raios de Luz de Alcione, na constelação de Ursa Maior, nas Plêiades, atingiu o nosso planeta. Este evento foi chamado de “Convergência Harmônica” pelo grande pesquisador do Calendário Maia, José Arquelles, de quem recomendamos a leitura dos livros: “O Fator Maia” e o “Tempo e a Tecnosfera”. Até Dezembro de 2012 haverá muitas ativações de portais, de cristais. Veremos um despertar de uma consciência de Amor e de busca pela Verdade que liberta como dizia o nosso querido mestre, numa intensidade como nunca vista nesses últimos 12.000 anos em que vivemos nas trevas sob o domínio da energia masculina.

 O cristal esmeralda que possui uma linda cor verde-azulada ou azulado-esverdeado tem a função específica de uma cura profunda ( a cor verde, das plantas, do chacra coronário, que ativa a glândula timo, responsável pelo sistema imunológico ou do anel do médico simbolizam a cura), e o azul é a cor do sexto chacra, do pleno potencial mental, da integração dos hemisférios cerebrais, do nosso “lado feminino”,  do despertar da intuição, da sensibilidade para a natureza e para Deus, da cor da aura da raça Índigo, faz uma profunda ativação a nível de sintonização dos hemisférios cerebrais, ativando uma parte do cérebro chamada de “cingulado anterior”.

 Todos são chamados, mas, infelizmente poucos se escolhem. Estamos vivendo um Apocalipse, que significa a Revelação, para uma Era Aquariana, de Luz, de Amor e de Verdade. Que cada um acorde desse longo sono e assuma o seu papel de tripulante dessa imensa nave interplanetária e interdimensional chamada Terra. Somos os deuses pilotos, criativos e poderosos que estão despertando e assumindo, de volta, o nosso Poder. Estamos contribuindo com uma gotinha nesse oceano de Freqüências de Luz chamado Deus, mas que sem essa gotinha o oceano seria menor, como disse a Madre Tereza de Calcutá.

Não se “pré-ocupem” com as previsões catastróficas que começaram a ocupar toda a mídia a partir de Novembro deste ano com o lançamento do filme catastrófico chamado “ 2012”, cujo anúncio já está nos cinemas e trará uma grande onda de estresse emocional.

A hora é de manter o equilíbrio emocional, a clareza mental e uma forte conexão com as dimensões superiores da Luz, que já venceram esta batalha. As trevas já foram derrotadas, é só acompanhar com a consciência desperta,que enxerga e que escuta

a realidade como ela é: a queda das torres gêmeas, que simbolizava a força do materialismo sem piedade, feito por um ser índigo, Osama Bin Laden, disfarçado de um príncipe árabe, em nome de Alá, da quebra da bolsa de valores e crise financeira internacional que assola o mundo material, mas faz despertar as consciências e a eleição de Barack Hussein Obama, outro índigo, negro, mulçumano, disfarçado de norte americano. Estas transformações da consciência eram um utopia há apenas 10 anos atrás. As transformações que ocorrerão nos próximos anos até 2012 será o verdadeiro “arrebatamento”, não de corpos físicos, dos “mantos”, como a raça de origem Pleiadiana, os Cherokees, se referem ao próprio corpo físico transitório, impermanente.   Esta é a hora da prova, da verdade, da iniciação para a maturidade do espírito, para o despertar da consciência para a Luz, para a revelação, o Apocalipse, que há tanto tempo estamos sendo preparados e esperando por este momento histórico na evolução da humanidade, onde finalmente, as energias Crísticas ou Búdicas, prevalecerão.

          É um parto, e como ocorre em todos os processos de transição, de mutação, existe uma parcela de crise, que de acordo com o ideograma chinês, toda crise trás uma dose de risco, mas também plena de muita oportunidade. São as crises que obrigam a humanidade a sair do conforto dos velhos e já gastos paradigmas.

        É um momento de se sintonizar com as Freqüências de Luz, com a Era de Aquários,

com o calendário lunar da paz dos Maias, de despertar para o trabalho para a Luz e de soltar o nosso aspecto guerreiro e guerreira da Luz,  do holístico, do quântico, do equilíbrio entre a energias masculina do Deus- pai, o  Sol e a feminina da mãe Plêiades, tão bem representado arquétipicamente pelo manto Azul e Branco da mãe Maria, e de nos reconectarmos á malha cristalina da mãe terra, que nos religará a nós mesmos, á nossa essência divina e a resgatar a  consciência multidimensional e o Poder natural, para fazermos jus ao “vós sois deuses”.

 

 

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A auto-estima de nossos filhos

Por Stephen Kanitz

 

Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos. Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados. Hoje eles estão crescidos e um amigo me perguntou que livros nós havíamos utilizado mais. Foi uma boa pergunta que demorei a responder. Usamos um livro só, um que educava mais os pais do que os filhos. Intitula-se 'A Auto-estima do seu filho' de Dorothy Briggs, e o título já diz tudo.

A tese do livro é como agir para nunca reduzir a auto-estima do seu filho: elogiá-lo freqüentemente , ouvir sempre suas pequenas conquistas, festejar as suas pequenas vitórias, nunca mentir ou exagerar neste intento, em suma mostrar a seus filhos seu verdadeiro valor. Ao contrário do que defendem os demais livros, não é uma boa educação, nem disciplina, nem muito amor e carinho, ou uma família bem estruturada que determinam o sucesso de nossos filhos, embora tudo isto ajude.

 

A sacada mais importante do livro, no nosso entender, foi a constatação que filhos já nascem com uma elevada auto-estima, e que são os pais que irão sistematicamente arruiná-la com frases como: 'Seu imbecil!', 'Será que você nunca aprende?', 'Você ficou surda?'. Jean Jacques Rousseau errou quando disse que "o homem nasce bom, mas é a sociedade que o corrompe". São os próprios pais que se encarregam de fazer o estrago. Por exemplo: você, pai ou mãe, chega do trabalho e encontra seu filho pendurado na cadeira: 'Desça já seu idiota, vai torcer o seu pescoço'. Para Dorothy, a resposta politicamente correta seria 'Desça já, mamãe tem medo que você possa se machucar'. Primeiro porque seu filho não é um idiota, ele assume riscos calculados. Segundo são os pais, com suas neuroses de segurança, que têm medo de cadeiras.

 

Quando nossos dois filhos começaram a aprender a pular, entre três e quatro anos de idade, desafiava-os para um campeonato de salto a distância. Depois de algumas rodadas, seguindo a filosofia do livro, deixava-os ganhar. Ficavam muito felizes, mas qual não foi a minha surpresa quando na sétima ou oitava rodada, eles começavam a me dar uma colher de chá, deixando que eu ganhasse. Que lição de cidadania: criança com boa auto-estima não é egoísta e se torna solidária.

 

Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas que temos no Brasil em termos de ganância empresarial, ânsia em ficar rico a qualquer custo que leva à corrupção, advêm de um pai ou uma mãe que nunca se preocuparam com a auto-estima de seus filhos.Eu acho que políticos, professores e intelectuais, na maioria desesperados em se autopromover, jamais darão dar oportunidades para outros vencerem, como até crianças de três anos são capazes de fazer. A fogueira das vaidades só atinge os inseguros com baixa auto-estima.

 

Alguns pais fazem questão até de vencer seus filhos nos esportes para acostumá-los às agruras da vida, como se a vida já não destruísse a nossa auto-estima o suficiente.

 

A teoria é simples, mas a prática é complicada. Uma frase desastrada pode arruinar o efeito de 50 elogios bem dados. 'Meu marido queria que o segundo fosse um menino, mas veio uma menina'. Imaginem o efeito desta frase na auto-estima da filha. Portanto, quanto mais cedo consolidar a auto-estima melhor.

 

Esta tese, porém, tem seus inconvenientes. Agora que meus filhos são muito mais espertos, inteligentes e observadores do que eu, tenho que ouvir frases como: 'É isto aí Pai', 'Faremos do seu jeito, pai', tentativas bem-intencionadas de restaurar a minha abalada auto-estima.

 

* Stephen Kanitz é pai e também administrador de empresas

 

Publicado na Revista Veja edição 1 650 de 3 de maio de 2000

Informações sobre o livro mencionado no artigo:

A auto-estima do seu filho
BRIGGS, Dorothy Corkille
MARTINS FONTES

 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Confira 14 dicas para construir um networking adequado

"Construa uma boa história com as pessoas", afirma a consultora, que diz ainda que o networking não é bem compreendido”

 

Por Flávia Furlan Nunes, InfoMoney

Publicado originalmente em administradores.com

 

Construa uma boa história com as pessoas. Essa é a melhor receita para gerar boas memórias sobre você”. A afirmação é da consultora de Gestão de Carreiras da Right Management, Carmem Velloso, sobre como se construir uma boa rede de contatos no mundo profissional, também chamada como networking.

 De acordo com ela, o termo é bastante utilizado, mas nem sempre é bem compreendido pelos profissionais. Isso porque muitas pessoas se limitam à troca de informações com as demais, sem pensar em manter um relacionamento, ou em cultivar o networking. Além disso, só lembram da rede na hora de procurar uma nova recolocação e não enquanto estão empregados.

 “Converse, troque ideias, se apresente, explique os seus objetivos e tenha certeza que a pessoa que está recebendo as informações compreendeu seus objetivos e a sua atuação profissional”, explicou a consultora.

 Contato virtual x pessoal

Carmem afirmou que, com a correria, os profissionais acabam por recorrer apenas aos contatos virtuais, mas que é preciso realizar pessoais. “Usar a tecnologia e a disseminação das redes sociais é importante, sem dúvida, mas o contato presencial continua sendo a melhor maneira de aplicar o networking. Reserve um horário para rever aquela pessoa que não encontra há algum tempo”.

Confira, abaixo, algumas dicas de Carmem para a construção de um networking adequado

  1. Estabeleça um assunto em comum;
  2. Torne-se uma pessoa interessante, estando bem informada;
  3. Tenha em mente quais são as suas habilidades e competências;
  4. Planeje antes de fazer o contato e o faça de maneira personalizada;
  5. Conduza as conversas;
  6. Saiba se expressar e seja claro para garantir que a pessoa esteja recebendo a informação corretamente;
  7. Certifique-se de que a pessoa entendeu suas intenções;
  8. Seja você mesmo;
  9. Partilhe ideias e convide o interlocutor para opinar sobre elas;
  10. Em contatos por telefone, pergunte a disponibilidade do ouvinte naquele momento. Caso esteja ocupado, ligue novamente, já que existem pessoas que esquecem de retornar as chamadas;
  11. Esteja sempre pronto para ajudar;
  12. Mantenha o canal aberto para novos contatos;
  13. No caso da busca de recolocação, tenha controle das pessoas com quem conversou, quando e o que foi dito;
  14. Cuide da história que você está construindo.